O termo já é utilizado desde 1923, como substituição da expressão "estatísticas vitais". Hoje, tem um significado mais abrangente, envolvendo os processos de desenho de estudo, recolha da dados, análise e interpretação de resultados.
A bioestatística utiliza os métodos descritivos e inferenciais da estatística, incluindo amostragem e probabilidade, para tratar dados obtidos de diferentes áreas do conhecimento, todos eles ligados às ciências da vida, tais como medicina, biologia, ecologia, psicologia, epidemiologia e saúde pública. Do tratamento dos dados pela bioestística, resultam as evidências estatísticas, base fundamental para a elaboração de protocolos.
Quem nunca ouviu falar de medicina baseada na evidência? Os médicos tomam decisões baseadas na evidência quando tem ao seu dispor os protocolos ou guidelines para se orientarem em situações específicas. Se não houver evidência científica suficiente, é necessário proceder a estudos, sumariar a informação relevante obtida da bioestatística e elaborar protocolos.
O tempo em que se dava credibilidade à opinião de profissionais de saúde (médicos ou outros) quando estes começavam uma frase por "da minha experiência profissional...", felizmente já lá vai. A percepção individual da estatística dos acontecimentos é quase sempre distorcida: é preciso apresentar números para fundamentar as decisões. No campo da saúde, é este o grande papel da bioestatística.
Referências
Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Bioestatística (BE)[https://woc.uc.pt/fmuc/class/getpresentation.do?idclass=356&idyear=3]
Wikipédia. Bioestatística.[http://pt.wikipedia.org/wiki/Bioestat%C3%ADstica]
Cadernos de Saúde pública. Os caminhos da Estatística e as suas incursões pela epidemiologia. [http://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S0102-311X1992000100002&script=sci_arttext]
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