O cólon é o intestino grosso. As doenças do cólon são várias e apresentam diversos graus de gravidade. Algumas podem prevenir-se com hábitos alimentares adequados. Outras, as mais graves, como o caso do cancro do cólon, devem ser detectadas atempadamente através de exames médicos, para que os tratamentos posteriores produzam os efeitos desejados.
Obstipação (prisão de ventre), dores abdominais e diarreias são os sintomas mais frequentes de doença do cólon.
Algumas das doenças que frequentemente atingem o cólon são:
Colites infecciosas. As colites infecciosas podem ser provocadas por bactérias, vírus, fungos, protozoários e parasitas.
Dença diverticular do cólon. Divertículo é uma cavidade em forma de dedo ou bolsa que se forma na parede dum órgão oco (cólon, esófago, duodeno, intestino delgado ou estômago). Os divertículos são frequentes no cólon depois dos 50 anos de idade, nos habitantes dos países industrializados A doença diverticular do cólon é a inflamação dos divertículos do cólon.
Síndrome do intestino irritável ou cólon irritável. Os sintomas são essencialmente dor ou desconforto do abdómen e alteração dos hábitos intestinais (diarreia/obstipação). É uma doença benigna.
Doenças inflamatórias do intestino - colite ulcerosa - doença de Crohn. Estas são duas doenças crónicas, isto é, prologam-se por muito tempo, geralmente por toda a vida. Na colite ulcerosa, como o nome indica, formam-se úlceras na parede intestinal, na fase aguda da doença. A doença de Crohon é muito idêntica à colite ulcerosa mas pode localizar-se em qualquer região do tubo digestivo.
Pólipos do cólon. Pólipo é uma estrutura que se projecta (proeminente) numa superfície. Pólipo não é sinónimo de tumor, nem maligno nem benigno. Porém, mais de 50% dos pólipos são adenomas - tumores benignos que podem evoluir para o cancro.
Tumores do cólon e recto. Tumores (neoplasias) são um conglomerado de células com proliferação incontrolada. Os tumores benignos não são cancros. Os tumores malignos ou cancros, invadem os tecidos contíguos e esta invasão têm que ser travada por meios cirúrgicos, químicos ou físicos. Actualmente é possível curar mais de 50% dos cancros.
Muitas outras doenças atingem o cólon e grande grande parte da população mundial já sofreu, sofre ou sofrerá de alguma delas. São por isso um grande problema de Saúde Pública.
Evitar as doenças, de todo, não é possível mas podemos reduzir a sua incidência com hábitos alimentares saudáveis: o consumo de muitas verduras, frutas, cereais e pão escuro podem evitar a formação de divertículos no cólon.
A adesão aos rastreios de doenças do cólon é muito importante para a detecção precoce de uma doença do cólon já instalada.
Os pólipos devem ser removidos da parede do intestino para prevenir a sua evolução para cancro.
A partilha de informação e de experiência de pessoas que têm as mesmas doenças, pode ajudar a lidar com o problema.
O ensino da Matemática em Portugal é excessivamente "mecanizado" e não leva os alunos a pensar. Esta a primeira frase do artigo "Ensino da Matemática é mecanizado", de Elsa Costa de Silva, publicado no Diário de Notícias online em 6 de Dezembro de 2005, onde a autora apresenta as conclusões de um teste de diagnóstico sobre as dificuldades de aprendizagem que explicam os consecutivos maus desempenhos dos alunos portugueses na disciplina.
É certo que já se passaram cinco anos desde a realização deste estudo mas o problema continua o mesmo. Ensina-se matemática mas não se ensina explica para que serve a matemática. O carácter abstrato desta disciplina acentua-se e grande parte dos alunos "não gosta" de matemática. Mesmo entre os que conseguem obter notas positivas, tavez a maioria apenas se interesse por dominar regras e técnicas. A utilização da matemática para resolver problemas, para raciocinar e comunicar, implica confiança e motivação. Felizmente que os alunos portugueses na generalidade dominam a língua inglesa em grau suficiente para encontrarem ajuda online. Existem muitos sites que oferecem ajuda nestas matérias "difíceis" para nós. Um destes sites é o TutorNext, que proporciona ajuda aos alunos até ao grau de ensino K-12, equivalente aos ensinos básico e secundário, no sistema português (1ºciclo ao 12º ano). Math tutors certificados e motivados, motivam os alunos com técnicas de ensino fáceis e divertidas.
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A bioestatística é a aplicação da estatística às ciências biológicas e médicas.
O termo já é utilizado desde 1923, como substituição da expressão "estatísticas vitais". Hoje, tem um significado mais abrangente, envolvendo os processos de desenho de estudo, recolha da dados, análise e interpretação de resultados.
A bioestatística utiliza os métodos descritivos e inferenciais da estatística, incluindo amostragem e probabilidade, para tratar dados obtidos de diferentes áreas do conhecimento, todos eles ligados às ciências da vida, tais como medicina, biologia, ecologia, psicologia, epidemiologia e saúde pública. Do tratamento dos dados pela bioestística, resultam as evidências estatísticas, base fundamental para a elaboração de protocolos.
Quem nunca ouviu falar de medicina baseada na evidência? Os médicos tomam decisões baseadas na evidência quando tem ao seu dispor os protocolos ou guidelines para se orientarem em situações específicas. Se não houver evidência científica suficiente, é necessário proceder a estudos, sumariar a informação relevante obtida da bioestatística e elaborar protocolos.
O tempo em que se dava credibilidade à opinião de profissionais de saúde (médicos ou outros) quando estes começavam uma frase por "da minha experiência profissional...", felizmente já lá vai. A percepção individual da estatística dos acontecimentos é quase sempre distorcida: é preciso apresentar números para fundamentar as decisões. No campo da saúde, é este o grande papel da bioestatística.
Referências
Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Bioestatística (BE)[https://woc.uc.pt/fmuc/class/getpresentation.do?idclass=356&idyear=3]
Cadernos de Saúde pública. Os caminhos da Estatística e as suas incursões pela epidemiologia. [http://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S0102-311X1992000100002&script=sci_arttext]
Não existe um modelo único que se possa seguir para criticar um artigo científico.
Quando o pretendemos fazer, podemos orientar-nos por uma série de questões gerais (veja um exemplo em Como avaliar um artigo científico) que não constituem uma regra. Pelo contrário, podem (devem) ser adaptadas a cada crítico e a cada artigo.
A redacção da crítica também é variável, dependendo do estilo da pessoa que critica o artigo e do próprio artigo a criticar. Seguem-se dois textos que poderiam ser duas críticas a dois supostos artigos: um bom artigo (crítica 1) e um mau artigo (crítica 2). Tenha atenção que os bons artigos existem mas talvez não constituam a maioria dos artigos publicados. Entre todos os outros, não conseguiria encontrar um tão mau como o que supostamente originou a crítica 2, pois se ele tivesse sido escrito, não seria aceite para publicação por nenhuma revista científica.
Os dois textos foram escritos em colunas paralelas para que o leitor interessado possa facilmente verificar as diferenças que existem na estrutura e redacção dos dois supostos artigos, ao longo do seu desenvolvimento.
Crítica 1
Crítica 2
O título descreve a essência do artigo de forma lógica, rigorosa e breve.
O título é longo e tem palavras desnecessárias (ex. um estudo de…).
Os nomes dos autores estão indicados por ordem decrescente de participação no estudo. Estão mencionadas as respectivas filiações e endereço electrónico de um dos autores para contacto.
Os autores estão indicados por ordem alfabética e a sua descrição não segue uma regra: uns tem o nome e sobrenome por extenso e outros o sobrenome por extenso e iniciais dos nomes.
O resumo especifica de forma concisa o que os autores fizeram, como fizeram, os resultados que obtiveram e a sua importância.
O resumo é demasiado extenso. É basicamente uma cópia de partes da introdução. Refere os resultados mas não especifica a sua importância.
O artigo tem uma lista de palavras-chave.
Os autores não fornecem palavras-chave.
A fundamentação teórica do estudo é satisfatória, o objectivo está bem delimitado e é relevante – acrescenta conhecimento ao” estado da arte”. O autor cita a bibliografia consultada, com rigor e fidelidade ás fontes. As frases são curtas, sem erros ortográficos, gramaticais ou técnicos. Fica clara a ideia da necessidade de efectuar o estudo. O tipo de estudo efectuado (ex. observacional) está descrito.
A introdução não obedece a uma lógica de pensamento. Os parágrafos ou são muito longos ou demasiado curtos, com menos de cinco linhas. Os autores não são objectivos: repetem-se e não se cingem ao essencial. Divagam sobre assuntos supérfluos, sem interesse para o estudo. Existem partes do texto copiadas, palavras desnecessárias e tradução literal. Foram identificados erros de carácter científico. O objectivo do estudo não está explicito.
Os procedimentos estão expostos de um modo claro. A tecnologia utilizada está descrita com detalhe suficiente para permitir a reprodução do estudo nas mesmas condições.Os autores identificam os fornecedores dos equipamentos e/ou sistemas de informação e fornecem informações sobre a verificação periódica dos mesmos, incluindo calibrações, testes de reprodutibilidade e de validade. A população está bem definida e amostra foi obtida de modo aleatório (ou de um modo que assegure a sua representatividade).
O autores não explicam com clareza e por ordem cronológica, as acções que levaram a cabo para a realização do estudo. Trata-se de um estudo no qual se pretende verificar o efeito de um tratamento na redução da dor, pelo que se deveria ter assegurado a respectiva validade interna, utilizando um grupo controlo, o que não foi realizado. Os autores são omissos quanto à validação do questionário de percepção da dor aplicado antes e depois do tratamento. Os diferentes graus de dor não estão definidos exaustivamente.
Os dados apresentam-se de forma condensada, com os resultados mais importantes destacados. Os quadros e figuras são legíveis, estão correctamente legendados e numerados sequencialmente. A análise estatísica é adequada aos dados e à questão formulada na introdução (ex. compararam-se mais de 2 grupos de uma variável quantitativa com distribuição normal, com uma análise de variância).
As tabelas são ilegíveis e não têm título. A colocação das legendas não segue as normas convencionais (acima da tabela e abaixo do gráfico). O tratamento estatístico não foi adequado (ex. compararam-se grupos –graus – da variável qualitativa ordinal “dor”, realizando o teste t para amostras emparelhadas quando deveria ter sido utilizado o teste do qui-quadrado).
Na discussão, os autores evitam tanto as repetições como o supérfluo. Discutem os resultados sem os recapitular, abordam a adequação da sua amostra ao propósito do estudo, explicam porque escolheram este método e comparam o procedimento com outros. Utilizam frases adequadas à exposição das ideias que pretendem transmitir, sem recorrer a expressões excessivas ou desnecessárias. Não se expressam de modo taxativo, pelo contrário, utilizam expressões como “os resultados sugerem”, “evidenciou-se” e “supõe-se”.
Abundam no texto e em particular no capítulo da discussão, frases introdutórias inadequadas à exposição das ideias. Exemplos: “é interessante notar que...”; “aqui trazemos nossa modesta contribuição...”; “considerando a importância de pesquisa nesta área, decidiu-se estudar...”. Os autores exprimem-se de modo taxativo com expressões tais como “afirma-se” e “comprovou-se”, que deveriam ter sido evitadas. Não comparam os resultados com outros em termos de custo/benefício ou custo/eficácia.
Os autores apresentam asconclusões, as evidências que as suportam, as implicações do estudo e a sua contribuição para a ciência e para a sociedade, numa linguagem precisa, clara e concisa.
Os autores não apresentam as conclusões de um modo conciso. Exemplo: utilizam a expressão “não há dúvida de que, com toda a probabilidade” em vez de “provavelmente”.
As referências bibliográficas são credíveis, actualizadas e citadas por outros autores. São respeitadas rigorosamente as regras conformes à Norma (ex. Vancouver) e estão listadas pela ordem em são referidas no texto.
As referências bibliográficas são escassas e em grande parte referem-se a autores sem mérito técnico-científico reconhecido – não citados por outros autores. Abundam as referências a artigos de opinião.
O artigo está organizado de uma forma lógica e bem apresentado. Os autores utilizam uma linguagem impessoal, coerente, correcta e precisa (sem recurso a palavras ou expressões com duplo sentido), não deixando dúvidas na exposição das suas ideias. O artigo é acessível a qualquer profissional da área. Existe interligação entre as partes do artigo, de modo a que este forme um todo.
A organização do artigo não segue completamente as normas estabelecidas. Os autores não separam os procedimentos dos resultados. A forma ambígua como se exprimem não é completamente esclarecedora das suas ideias. Utilizam excesso de adjectivação, bem como argumentações emotivas e sentimentais. O estudo não é original (ex. existe uma publicação anterior de um artigo idêntico.
Referência
Maria Cristina Martins. Artigo Científico: escrever, publicar e apresentar. Apresentação para a semana pedagógica. URL: www.faculdadedombosco.edu.br/downloadAnexo.php?type=noticia&id=14 – (acedido em 10 de Junho de 2009).
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Para ser declarada uma pandemia, têm que ser reunidas três condições:
O aparecimento de uma nova doença;
A doença tem que ser provocada por um agente infeccioso;
O agente infeccioso transmite-se de humano a humano em múltiplos países de múltiplas regiões.
As pandemias só podem ser provocadas por um agente infeccioso (bactéria, vírus...). Uma doença não pode ser considerada uma pandemia somente porque provoca muitas mortes (ex. as doenças cardiovasculares causam muitas mortes mas não provocam uma pandemia).
As pandemias virais são especialmente difíceis de combater devido à grande capacidade de mutação dos vírus, o que torna seu controlo e profilaxia uma tarefa complicada e nem sempre bem sucedida.
A influenza, também conhecida como gripe, é uma doença viral que foi, possivelmente, adquirida através do contacto humano com animais domesticados.
Pensa-se que a maioria das pandemias de gripe tenham tido origem na China, onde a agricultura tradicional faz com que as aves, os suínos e os seres humanos estejam em contacto próximo, o que propicia um "laboratório" natural para novas recombinações de vírus da gripe.
Seguem-se três excertos do artigo “Conheça as pandemias no mundo nos últimos 200 anos 11/06/2009 - 14:06” publicado no jornal online Último Segundo, que resumem muito bem as pandemias de que há relato até ao século XX: peste Justiniana, cólera, varíola e peste negra.«A primeira pandemia conhecida da doença foi a da "Peste Justiniana", que matou milhões de pessoas no Império bizantino, entre os séculos VI e VIII.»
«Entre os séculos XIV e XVII, a segunda pandemia da peste tinha dizimado mais de 30% da população europeia (25 milhões de mortos).»«1817 – Cólera - A primeira "epidemia global" documentada de cólera se estendeu do sudeste asiático para o resto do mundo e, desde então, a OMS contabilizou sete pandemias.
Até 1860, houve 15 milhões de mortos na Índia e dois milhões na Rússia. A quinta pandemia causou 120 mil mortes na Espanha, em 1885 e, na sexta pandemia (1899-1923), 500 mil russos, 800 mil indianos e 200 mil filipinos contaminados morreram. A última começou na Indonésia, em 1961, e se estendeu pela Ásia, Europa e África.Ressurgiu na América Latina em 1991, matando quatro mil pessoas.
1824-1840 - Varíola - A doença causada pelo vírus "orthopoxvirus" ressurgiu em 1824 e se estendeu por quase toda Europa, depois de causar 827 mil mortes na Rússia, entre 1804 e 1810. Um novo aumento do número de casos foi registrado durante a Guerra Franco-Prussiana (1870-1871), provocando mais de meio milhão de mortes. Sucessivas campanhas de vacinação permitiram sua erradicação total em 1979.
1855 - Peste Negra - A terceira pandemia da peste surgiu na China, causada pela bactéria "Yersinia pestis" e transmitida por roedores. Estendeu-se pelo mundo e, só na Índia, matou dez milhões de pessoas até o fim do século. Em 1900, ressurgiu em São Francisco e causou 113 mortos.»
No século XX, há registo de três pandemias de gripe, que tiveram o efeito nefasto de causar milhões de mortes mas também foram impulsionadoras dos grandes avanços que se verificaram na área da microbiologia, da biotecnologia e dos cuidados de isolamento.
Durante a Primeira Guerra Mundial, em que morreram mais de 9 milhões de soldados nos vários campos de batalha, as condições sanitárias estavam degradadas e as casernas sobrelotadas. No final da guerra, 1918-1919, muitos soldados estavam contagiados pela gripe, que ficou conhecida como Gripe espanhola ou peste pneumónica. As condições eram propícias para que este surto alastrasse e se tornasse rapidamente numa pandemia. Além da Europa, a gripe espanhola atingiu regiões tão longínquas como o Alasca, a Austrália, a China, a África do Sul ou o Norte da Noruega. O número de mortes provocadas pela doença ultrapassou em muito o número de mortos nos campos de batalha. Estima-se que aproximadamente de 20 a 40% da população mundial tenha adoecido e que tenham morrido de 40 a 50 milhões de pessoas. O agente causal da gripe, que hoje se conhece como o vírus influenza, à data ainda não era conhecido. A comunidade científica comemorava as recentes descobertas da bacteriologia de que cada doença tinha uma causa, que o conhecimento desta permitiria o desenvolvimento das estratégias mais adequadas para o seu combate e pensava-se que em breve a humanidade se livraria de qualquer moléstia de carácter contagioso. No entanto, a bacteriologia não estava preparada para detectar, reconhecer e identificar o vírus responsável pela influenza, o que só viria a acontecer em 1930. A doença, causada por uma cepa denominada H1N1, subtipo do vírus da gripe suína é conhecida como "gripe espanhola" porque somente a imprensa da Espanha publicava notícias sobre o assunto.
Em 1957 surgiu a "Gripe asiática", que em Portugal chegou a levar ao fecho de escolas. O vírusH2N2fez suas primeiras vítimas na China, onde foi pela primeira vez isolado. Em dois meses, a doença espalhou-se por Hong Kong, Singapura, Índia e todo o Oriente. Depois foi a vez da África, Europa e, por último, Estados Unidos. Uma segunda onda da infecção surgiu em 1958. Mais de um milhão de pessoas morreram. O artigo Pandemics and Pandemic Threats since 1900publicado no site PandemicFlu.gov relata que, ao contrário do que tinha acontecido por ocasião da pandemia de “gripe espanhola”, quando surgiu a gripe asiática o vírus foi rapidamente identificado e foi produzida uma vacina disponibilizada em Agosto de 1957 e que nesse verão, nos Estados Unidos, houve apenas uma série de pequenos surtos de gripe. Em Outubro desse ano, a gripe infectava sobretudo crianças, jovens e mulheres grávidas. Entre Setembro de 1957 e Março de 1958, registavam-se altas taxas de mortalidade por pneumonia associada à gripe na população mais velha. Este é o exemplo (lê-se no artigo) de como numa pandemia de gripe, quando parece que a doença está controlada, existe o potencial de ressurgir numa segunda onda, afectando outros grupos da população.
A Gripe deHong Kong, em 1968-1969 foi a terceira pandemia do século passado. A cepa do subtipo H3N2 surgiu na China, em Julho de 1968 e passou para Hong Kong, para depois chegar aos EUA, Europa, Sudeste Asiático, Japão, América do Sul e África. Números da OMS sugerem que um milhãode pessoas morreram, bem menos do que a pandemia de dez anos antes. Este facto, foi atribuído a dois factores:
«em primeiro lugar, as estirpes das gripes "de Hong-Kong" e "asiática" tinham semelhanças genéticas (a imunidade desenvolvida na população contra a estirpe "asiática" pode ter conferido alguma protecção contra a estirpe "da gripe de Hong-Kong"); em segundo lugar, pensa-se que uma estirpe de gripe semelhante à do vírus da "de Hong-Kong" poderá ter circulado entre os finais do século XIX e os primeiros anos do século XX, havendo ainda algumas pessoas com mais de 60 anos de idade com imunidade residual».
Um terceiro factor é apontado em PandemicFlu.gov: os doentes tiveram acesso a melhores cuidados médicos e antibióticos mais eficazes para tratar as infecções secundárias.
Em 11 de Junho de 2009 a Gripe A, causada pelo vírus H1N1, foi declarada a primeira pandemia do século XXIpela Organização Mundial da Saúde (OMS), mais uma que se soma aos outros surtos deste tipo que afectaram a humanidade ao longo da história, a cujo desenlace assistiremos “in loco”.
Antes de se fazer qualquer avaliação, é necessário saber o que é avaliar. Uma das possíveis definições do termo ‘avaliar’ pode ser: “reunir informações sobre o valor ou mérito de um objecto utilizando um método sistemático”.
Esta definição é quase perfeita (Trochim, 2006) mas existem muitas avaliações que não são necessariamente resultado de reunião de informações sobre o valor ou mérito, como por exemplo os estudos descritivos, a execução de análises ou a avaliação formativa.
Avaliar pode ser também a “aquisição de informações sobre o impacto e a efectividade de um evento utilizando um método sistemático” ou ainda “aquisição sistemática de informações úteis para fornecer feedback sobre algum objecto”. O termo “objecto” pode referir-se a um programa, política, tecnologia, pessoa, necessidade, actividade, e assim por diante.
Questões e métodos de avaliação ou crítica de um artigo científico
O conteúdo de um artigo científico deve ser original e deve ter relevância para a ciência. Os avaliadores fazem vários tipos de perguntas e utilizam vários métodos para os formular. Exemplos:
O título descreve a essência do artigo?É curto (menos de treze palavras)?
A identificação do(s) autor(es) e a respectiva filiação(instituição a que pertencem)estão indicados?
O resumo não excede 200 palavras? Especifica de forma concisa o que o autor fez, como fez, os resultados que obteve e a sua importância?
O artigo tem uma lista de palavras-chave (keywords)?
Qual é a definição, a natureza e o alcance do problema ou da questão? ou “Qual é a questão?” ou “Onde está o problema e quão grande ou grave é?”
A essência do ‘estado da arte’ no domínio abordado está descrita?
Que tipo de estudo foi realizado?
Qual é o objectivo do estudo?
Qual é a relevância para fazer progredir o ‘estado da arte’?
Na introdução, o autor deve explicar como é que os investigadores identificaram uma questão e a necessidade de obter uma resposta. Deve incluir análise das fontes de dados existentes – estado da arte -, ou seja, referência ao que já foi feito e se sabe sobre o assunto pesquisado. A introdução fornece ao leitor o enquadramento para a leitura do artigo e deve fornecer resposta à questão mais abrangente, que resume as anteriores: Porque houve necessidade de efectuar este estudo? Ainda na introdução deve estar descrito o tipo de estudo que foi efectuado (observacional, quasi-experimental, experimental…).
Que programa ou tecnologia se utilizou para resolver o problema?
Qual é o desempenho do programa ou da tecnologia utilizada?
Em Materiais e métodos, são importantes os detalhes do programa ou da tecnologia utilizada. A descrição da(s) técnica(s) deve(m) ser suficientemente detalhada(s) para permitir a reprodução do estudo. Toda a proposta de técnica ou modelo deve possuir uma validação detalhada (Pamplona, 2009). Inclui monitorização de técnicas qualitativas e quantitativas e sistemas de informação.
Os resultados estão resumidos em tabelas e gráficos?
Os resultados mais importantes estão reaçados?
Utilizaram-se os métodos estatísticos apropriados?
Os Resultados são a parte mais importante do trabalho. Nesta secção apresentam-se os dados de forma condensada, com as idéias mais importantes ressaltadas (em destaque).
Os objetivos foram alcançados?
As questões propostas foram respondidas?
Na Discussão, discutem-se os resultados, evitando a sua recapitulação ou repetição do que foi escrito na secção anterior. Maria Cristina Martins propõe a seguinte estrutura para a redacção da discussão: «É mais simples, em primeiro lugar, redigir a discussão relacionada ao material e aos métodos. Por que foram escolhidos os indivíduos, os grupos e os métodos utilizados no trabalho? Este procedimento foi adequado à pesquisa proposta? Havia outras possibilidades metodológicas quanto aos indivíduos escolhidos? Quais as vantagens e desvantagens do procedimento usado em relação a outros?».Pode incluir métodos de avaliação custo/eficácia e custo/benefício.
As conclusões são claras?
As evidências que suportam cada conclusão estão sumariadas?
Qual foi a eficácia do programa ou tecnologia?
Qual foi o impacto do estudo?
Na Conclusão, apresentam-se asconclusões, as evidências que as suportam, e as implicações do estudo e a sua contribuição para a ciência e para a sociedade.
Referências
Introduction to Evaluation. Trochim, William M. The Research Methods Knowledge Base, 2nd Edition. Internet WWW page, at URL: http://www.socialresearchmethods.net/kb/ (version current as of 10/20/2006).
Vitor Pamplona. Como Revisar um Artigo Científico. Publicado em Jan 27, 2009 URL: http://vitorpamplona.com/wiki/Como%20Revisar%20um%20Artigo%20Cient%C3%ADfico (acedido em 10 de Junho de 2009).
Maria Cristina Martins. Artigo Científico: escrever, publicar e apresentar. Apresentação para a semana pedagógica. URL: www.faculdadedombosco.edu.br/downloadAnexo.php?type=noticia&id=14 – (acedido em 10 de Junho de 2009).
As células estaminais também chamadas células-tronco, são células indiferenciadas, ou seja, não possuem uma função determinada. Podem transformar-se em vários tipos de células diferentes, através de um processo denominado “diferenciação”.
A sua principal característica é a capacidade de se transformar em vários tipos de tecidos que constituem o corpo humano. Elas podem ser de dois tipos: embrionárias ou adultas. As embrionárias são aquelas que são retiradas do animal ainda na fase de embrião. Como característica principal apresentam uma enorme capacidade de se transformar em qualquer outro tipo de célula. As células estaminais adultas podem ser encontradas em várias partes do corpo humano. As mais usadas para fins medicinais as células do cordão umbilical, da placenta e da medula óssea. Para além da medula óssea, outros tecidos de onde se podem extrair células estaminais adultas são a retina, a córnea, a polpa gengival, a pele, o fígado, o tracto gastrointestinal e o pâncreas. Pelo facto de serem extraídas do próprio paciente, oferecem pequeno risco de rejeição nos tratamentos médicos. A principal desvantagem em relação às células estaminais embrionárias é a sua menor capacidade de transformação.
Os cientistas tem tentado encontrar a cura para várias doenças – Parkinson, Alzheimer, acidentes vasculares cerebrais, a diabetes, doenças cardíacas e até mesmo a paralisia – utilizando as células estaminais, especialmente as embrionárias mas em muitos países existem impedimentos legais para a utilização destas células e outros ainda não possuem leis claras que regulem a investigação de células estaminais humanas.
Em virtude destes impedimentos, as células estaminais mais utilizadas têm sido as adultas, encontradas na medula óssea dos adultos, as quais têm o potencial de se diferenciarem em diferentes linhagens celulares. Estas células têm a capacidade de se auto-renovardurante toda a vida do organismo.
Tem havido investigações no sentido de manipular as células estaminais adultas para se diferenciarem em células de diferentes tecidos tais como células nervosas, do cérebro, do fígado e do coração.
As pesquisas no tratamento e cura de doenças com células estaminais, têm-se revelado auspiciosas. Eis uma boa notícia, que traz esperança às pessoas invisuais ou que têm visão reduzida, publicada no artigo Stem Cell Contact Lenses Cure Blindness in Less Than a Monthde Adam Frucci. Foi restabelecida a visão de três pessoas, duas cegas de um dos olhos e uma com visão muito reduzida também num dos olhos, em menos de um mês, com lentes de contacto revestidas com cultura de células estaminais.
Foram extraídas células estaminais dos olhos sãos, as quais foram foram cultivadas em lentes de contacto durante 10 dias e depois colocadas nos respectivos pacientes. Dentro de 10 a 14 dias de utilização, as células estaminais começaram a colonizar e a reparar a córnea.
O grau de recuperação da visão nestes três pacientes não foi igual. Os que tinham cegueira total, passaram a conseguir ler letras grandes e o que tinha ainda alguma capacidade de visão passou a ver normalmente.
A equipa de pesquisa está animada com os resultados mas ainda é cautelosa: ainda restam dúvidas quanto a saber se a correcção da visão será permanente. Para já, é encorajador o facto de que os pacientes tenham, não apenas recuperado a visão mas também tenham mantido a recuperação da visão nos últimos 18 meses.
A simplicidade da técnica e o seu baixo custo permitirá que eventualmente ela seja levada a cabo em países com baixos recursos.
Por vezes não é conveniente apresentar as frequências de todos os valores de uma variável. Neste caso podem-se agrupar os valores em categorias (por exemplo, em intervalos de idade) e determinar então a frequência de cada classe.
Um histograma é uma representação gráfica da distribuição de frequências com que ocorre uma medida dentro de um intervalo de medidas, num gráfico de colunas ou barras verticais. É composto por rectângulos adjacentes em que a base de cada um deles corresponde ao intervalo de classe e a sua altura à respectiva frequência. Quando o número de dados aumenta indefinidamente e o intervalo de classe tende a zero, a distribuição de frequência passa para uma distribuição de densidade de probabilidades.
A construção de histogramas tem carácter preliminar em qualquer estudo em que temos dados contínuos e é um importante indicador da distribuição destes dados. Os histogramas são particularmente úteis para variáveis contínuas ou variáveis com poucos valores repetidos. Eles podem indicar se uma distribuição se aproxima de uma função normal, e também podem indicar mistura de populações quando se apresentam bimodais.
A característica geométrica do histograma permite-nos retirar informações úteis sobre os dados, tais como:
A localização do "centro" dos dados.
O grau de dispersão das observações.
A extensão em que é assimétrico, ou seja, desigual de ambos os lados do seu pico.
A altura das colunas ou barras.
Antes de construir um histograma devemos definir o número de classes que pretendemos. O número de classes de um histograma é arbitrário mas um número muito reduzido ou demasiado grande não fornece uma imagem muito clara da distribuição das frequências.
Há métodos que podem ser utilizados para calcular o número de classes de um histograma. A regra de Sturge permite determinar o número de classes (k), quando n ≥ 30.
Nº de classes (k) = 1 + 3,322log10(n)
onde Log10 é o logarítmo de base 10 e n é o número de valores numéricos do conjunto de dados.
O gráfico de barras ou de colunas é frequentemente utilizado para mostrar a relação entre duas variáveis categóricas.
O gráfico de Pareto é um gráfico de colunas, com a particularidade de ser um gráfico de frequências para variáveis qualitativas, em vez de se utilizarem dados quantitativos agrupados em classes.
Exemplo: registaram-se as frequências de tipo de calçado usado por uma turma de alunos numa determinada aula. Com estes dados construiu-se um gráfico de colunas, numa folha de cálculo excel.
As variáveis independentes, neste caso categóricas (sapato, sapatilha, bota), foram registadas na coluna A da folha de cálculo. As variáveis resposta, ou seja, a frequência absoluta observada para cada variável foi registada na linha respectiva, na coluna B.
Para construir o gráfico, clicar numa célula vazia afastada dos dados. Clicar sucessivamente em: , , . Em 'Subtipo de gráfico', escolher colunas agrupadas. Clicar em . Com o cursor em 'Intervalo de dados' seleccionar os registos pretendidos, clicando na célula A1 e arrastando o cursor até B3. Clicar em . Nesta fase, pode formatar-se o gráfico, eliminando as linhas de grelha ou a legenda, por exemplo, ou alterando as cores da área de desenho ou das colunas. Podem adicionar-se títulos ou alterar a escala no eixo dos yy, clicando nos separadores respectivos. Clicar em .
O gráfico resultante é uma imagem que pode ser copiada e colada numa folha Word.
Esforço-me por lhe apresentar conteúdos de qualidade, os quais, por experiência própria, sei que não são fáceis de encontrar no turbilhão de informação que existe na internet. Elaborei e actualizo permanentemente listas de sites de referência e publicações científicas em língua portuguesa para facilitar as suas pesquisas. Nas postagens, procuro dar respostas a dúvidas frequentes dos estudantes e partilhar com todos o meu conhecimento, quer a nível científico, quer a nível prático. Ofereço-lhe o meu trabalho e aceito que me pague um café se me quiser recompensar.
Obrigado!
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